7º ANO

 

 A TRANSIÇÃO DO FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO

 

O FEUDALISMO NA IDADE MÉDIA 
 

Introdução 


        O feudalismo tem inicio com as invasões germânicas (bárbaras ), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente (Europa). As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado nas mãos dos senhores feudais, economia baseada na agricultura e utilização do trabalho dos servos. 

 

Estrutura Política do Feudalismo


        Prevaleceram na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.

Todos os poderes jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).

Sociedade feudal 


        A sociedade feudal era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. Os principais grupos que formavam essa sociedade eram:

 

  • A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses.
  • O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo.
  • A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidade (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).

A Economia Feudal

 

A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudo era a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder.

O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura.

 

Religião 


        Na Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A Igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a bíblia.

 

As Guerras 

 

A guerra no tempo do feudalismo era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval. A residência dos nobres eram castelos fortificados, projetados para serem residências e, ao mesmo tempo, sistema de proteção.

 

Educação, artes e cultura

 

           A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Marcada pela influência da Igreja, que monopolizava a cultura, ensinava-se o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.

A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião.

Podemos dizer que, em geral, a cultura e a arte medieval foram fortemente influenciadas pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais.  

 

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EXERCÍCIOS

 

1) Quais as principais características políticas do sistema feudal, na Idade Média?

2) Como funcionava o sistema de vassalagem e suserania no sistema feudal?

3) Em quem concentravam-se todos os poderes jurídico, econômico e político no sistema feudal na Europa?

4) Quais os três grupos sociais que formavam a sociedade feudal?

5) Qual dos grupos acima eram as classes dominantes, possuidoras de poder e terras?

6) Quais as obrigações feudais cumpridas pelos servos, dentro do feudo?

7) Qual a principal atividade econômica no mundo feudal?

8) Como eram as relações comerciais no mundo feudal?

9) Qual a influência da Igreja Católica na Europa da época do feudalismo?

10) Qual a situação econômica da Igreja Católica na Europa feudal?

11) Como era a vida dos monges (padres) no mundo feudal?

12) Qual o objetivo da guerra para a nobreza feudal?

13) Como eram as moradias da nobreza feudal?

14) Quem controlava a cultura no mundo feudal?

15) Qual a situação cultural da maioria da população pobre na Europa feudal?

16) Caracterize a cultura e a arte na época do feudalismo?

17) Quais os principais destaques da arquitetura na Europa medieval?

 

 

GABARITO – O FEUDALISMO NA IDADE MÉDIA

 

1) R: poder descentralizado nas mãos dos senhores feudais, economia baseada na agricultura e utilização do trabalho dos servos.

2) R: O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano.

3) R: Nos senhores feudais

4) R: O clero (membros da Igreja), a nobreza feudal e os servos (camponeses)

5) R: O clero e a nobreza

6) R: Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corveia ( trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidade (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).

7) R: A agricultura

8) R: O comércio era baseado nas trocas de produtos e mercadorias.

9) R: Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar e as formas de comportamento na Idade Média.

10) R: A Igreja tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando.

11) R: Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a bíblia.

12) R: Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e poder

13) R: A residência dos nobres eram castelos fortificados, projetados para serem residências e, ao mesmo tempo, sistema de proteção.

14) R: A Igreja

15) R: Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos   livros.

16) R: A cultura e a arte medievais foram fortemente influenciadas pela religião

17) R: Na arquitetura, destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais

 

 

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O RENASCIMENTO COMERCIAL E URBANO

 

        A Baixa Idade Média foi o período da história medieval que compreendeu os séculos XII ao XV. Foi uma época em que o sistema feudal começou a entrar em crise, pois muitas mudanças econômicas, religiosas, políticas e culturais ocorreram nesta fase.

 No século XI iniciaram-se as Cruzadas, ou seja, expedições guerreiras incentivadas pela Igreja Católica, empreendidas pelos cristãos europeus no Oriente (Ásia), que tiveram o objetivo de libertar a “terra santa”, nome dado a região da Palestina, onde se encontrava a cidade sagrada de Jerusalém, invadida pelos árabes. Estes eram considerados inimigos do cristianismo por cultuarem a religião islâmica ou muçulmana.

         As Cruzadas acabaram levando a reabertura do Mar Mediterrâneo às embarcações comerciais européias, fazendo assim com que novos produtos entrassem em circulação no mercado europeu. Quando retornavam das Cruzadas, muitos cavaleiros saqueavam cidades árabes no Oriente. O material proveniente destes saques (jóias, sedas, tecidos, temperos, etc) eram comercializados no caminho de volta. Foi neste contexto que ressurgiram antigas rotas comerciais e surgiram feiras, onde os novos produtos eram comercializados. As moedas voltaram a serem usadas no intercâmbio comercial e uma nova vida econômica começou a surgir na Europa.

O século XIII representou uma época de avanços tecnológicos na área agrícola e foi marcado também pela diminuição das guerras. Este clima de paz em conjunto com o aumento na produção de alimentos levou a um significativo aumento populacional no continente europeu.

SURGIMENTO DA BURGUESIA - Foi neste contexto que começou a surgir uma nova camada social: a burguesia. Dedicados ao comércio, os mercadores burgueses enriqueceram e dinamizaram a economia no final da Idade Média. Esta nova camada social necessitava de segurança e buscou construir habitações protegidas por muros. Surgiram assim os burgos, ou cidades burguesas, que, com o passar do tempo, deram origem a vários centros urbanos na Europa.

As cidades passaram a significar maiores oportunidades de trabalho. Muitos habitantes da zona rural, ou seja, dos feudos, passaram a deixar o campo para buscar melhores condições de vida nas cidades. As várias oficinas artesanais urbanas fizeram surgir as corporações de ofício, ou seja, associações de mestres artesãos que estabeleciam as regras de trabalho nas oficinas: preço dos produtos, técnicas de fabricação, qualidade da matéria-prima utilizada, salários, etc. Nas oficinas artesanais começaram a surgir os primeiros trabalhadores assalariados, chamados de “jornaleiros”, pois vendiam a sua jornada diária de trabalho para sobreviver.

 

A CRISE DO SÉCULO XIV – O século XIV foi uma época de catástrofes na Europa. As terras destinadas à agricultura ficaram esgotadas, fazendo decair a produção de alimentos. Fomes terríveis, seguidas de epidemias, afetaram, sobretudo, os mais pobres. A “Peste Negra”(1348-1349), transmitida pelas pulgas dos ratos, dizimou mais da metade da população européia, deixando aldeias despovoadas e terras abandonadas. A fome e a excessiva exploração dos senhores feudais acabaram por desencadear grandes revoltas camponesas nas áreas rurais e também desordens nas cidades que se expandiam em diversas regiões da Europa. O próprio comércio, que não parou de crescer nos séculos anteriores, se viu abalado com a crise.

As mudanças, acima descritas, levaram a transformações nas relações de trabalho no campo e cidade, abalando assim o sistema feudal de produção.

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EXERCÍCIOS

 

1) Como se caracterizou o período conhecido como Baixa Idade Média ?

2) O que foram as Cruzadas ?

3) Por que os árabes eram considerados inimigos do cristianismo ?

4) Qual a principal conseqüência das Cruzadas para a Europa ?

5) Quais os tipos de produtos trazidos do Oriente que passaram a ser comercializados na Europa ?

6) Por que a população européia aumentou no século XIII ?

7) A que atividade econômica se dedicavam os burgueses ?

8) O que eram os burgos ?

9) Por que muitos camponeses que viviam nas zonas rurais passaram a migrar para as cidades, durante a Baixa Idade Média ?

10) O que eram as Corporações de Ofício, nas cidades medievais ?

11) Por que os trabalhadores subalternos das oficinas, nas cidades medievais, ficaram conhecidos como “jornaleiros” ?

12) Qual a principal conseqüência deixada pela peste negra na Europa ?

13) Quais os motivos que levaram às revoltas camponesas na Europa, durante o século XIV?

           

 

GABARITO – O RENASCIMENTO COMERCIAL E URBANO

 

1) R: Foi uma época em que o sistema feudal começou a entrar em crise, pois muitas mudanças econômicas, religiosas, políticas e culturais ocorreram nesta fase.

2) R: Expedições guerreiras incentivadas pela Igreja Católica, empreendidas pelos cristãos europeus no Oriente (Ásia), que tiveram o objetivo de libertar a “terra santa”, invadida pelos árabes.

3) R: Por cultuarem a religião islâmica ou muçulmana.

4) R: Levaram a reabertura do Mar Mediterrâneo às embarcações comerciais européias, fazendo assim com que novos produtos entrassem em circulação no mercado europeu

5) R: Jóias, sedas, tecidos, temperos, etc

6) R: O século XIII representou uma época de avanços tecnológicos na área agrícola. O aumento na produção de alimentos levou a um significativo aumento populacional.

7) R: O comércio.

8) R: Cidades burguesas.

9) R: As cidades passaram a significar maiores oportunidades de trabalho e melhores condições de vida.

10) R: Associações de mestres artesãos que estabeleciam as regras de trabalho nas oficinas artesanais: preço dos produtos, técnicas de fabricação, qualidade da matéria-prima utilizada, salários, etc.

11) R: Vendiam a sua jornada diária de trabalho para sobreviver.

12) R: Dizimou mais da metade da população européia, deixando aldeias despovoadas e terras abandonadas.

13) R: A fome e a excessiva exploração dos senhores feudais.

 

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A FORMAÇÃO DOS ESTADOS NACIONAIS

 

Na Alta Idade Média, os senhores feudais (nobreza) e o clero (membros da Igreja) detinham, quase completamente, o controle da riqueza e da força militar e aplicavam a justiça segundo sua vontade. Os reis eram, na maioria das vezes, figuras sem grandes poderes na vida dos reinos da Europa. A partir do século XI, no entanto, esse quadro começa a mudar em função das atividades comerciais e do desenvolvimento dos núcleos urbanos. No século XIV, a ordem feudal ficou abalada com a crise europeia. Somente uma organização política centralizada teria condições de resolver os problemas que afetaram a Europa. Foi nesse processo que começaram a surgir os Estados Nacionais. O poder unificado passou a ser exercido por reis sobre cada nação, dando origem aos Estados Modernos europeus.

A condição básica para a unificação política foi a centralização de poderes em torno do soberano, criando-se assim um estado, com seu governo, seu exército, suas leis e sua organização política. O rei, que antes não possuía grande poder, era o único que teria condições de uniformizar e reorganizar a economia, mandar juizes escreverem leis e ao mesmo tempo organizar a expansão em direção ao mercado externo, padronizando as moedas e os sistemas de pesos e medidas, criando condições para o crescimento das atividades comerciais.

Para cumprir o processo de centralização política e criar os estados centralizados, os soberanos tiveram que dominar a cobrança de impostos, monopolizar a violência pelo domínio da força militar, criar uma justiça única baseada num código de leis escrito e exercer o poder através da administração de funcionários públicos capazes de exercerem suas funções no governo.

FATORES QUE LEVARAM AO SURGIMENTO DOS ESTADOS MODERNOS NACIONAIS - o enfraquecimento do poder da nobreza e do clero, devido a crise do século XIV; o crescimento do poder econômico da burguesia com a ascensão do comércio europeu; a desorganização das relações entre os servos e a nobreza feudal e a contestação ao poder da Igreja Católica, através das revoltas camponesas e urbanas.

O ABSOLUTISMO - As monarquias nacionais europeias evoluíram, entre os séculos XV ao XVIII, para os regimes monárquicos absolutistas. O absolutismo era o sistema político em que o poder do Estado concentrava-se nas mãos do rei. O poder do rei era absoluto por direito e ninguém podia duvidar ou se opor à vontade do soberano.

O absolutismo era um aparelho de dominação destinado a sujeitar as massas camponesas servis à sua posição social tradicional, ou seja, sempre exploradas. Os reis absolutistas colocaram a nobreza e o clero para ocupar os cargos da alta administração dos Estados Nacionais, preservando-os ainda como classes importantes, mantendo, assim, tradições feudais. Por outro lado, os monarcas procuraram negociar com as classes burguesas, pois estas controlavam o comércio e possuíam o poder econômico necessário para ajudar os reis absolutistas da Europa a fortalecerem os seus Estados.

 

OS FILÓSOFOS DO ABSOLUTISMO - De acordo que as monarquias nacionais foram evoluindo para os Estados Absolutistas, inúmeras obras literárias apareceram para justificar o poder soberano dos reis. Essas ideias eram baseadas nas teorias do "contrato social" e a do "direito divino".

A teoria do contrato social foi defendida por vários pensadores da época, os quais publicaram livros argumentando que somente um governo fortemente centralizado seria capaz de pôr fim à desordem reinante, mantendo-se a unidade nacional, a segurança e a prosperidade. Um dos mais importantes foi o renascentista italiano Nicolau Maquiavel, autor de "O Príncipe". Ele afirmava que o Estado estava acima dos indivíduos e que era preferível um rei temido e não amado. Na Inglaterra o grande nome foi Thomas Hobbes, autor de "O Leviatã". Ele considerava que a sociedade, inicialmente, vivia em estado natural, na mais completa anarquia. Para se protegerem da violência, os indivíduos, espontaneamente, abrem mão de seus direitos em nome do rei, para manter a segurança.

Na teoria do direito divino, destacou-se na França o cardeal Jacques Bossuet. Segundo ele, o rei era o representante de Deus na terra e, por direito divino, não devia satisfação de seus atos. Revoltar-se contra o poder real era o mesmo que se revoltar contra a vontade de Deus.

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EXERCÍCIOS

 

1) Quais os grupos sociais que detinham o controle da riqueza e da força militar, durante a Idade Média ?

2) Qual a situação política dos reis europeus, durante a Idade Média ?

3)   De que forma a crise do século XIV
poderia ser resolvida ?

4)  Quem passou a deter o poder unificado nos Estados Nacionais, a partir
dos séculos XV e XVI ?

5) De que forma os reis criaram condições para uniformizar e reorganizar a economia ? 

6) Quais as medidas tomadas pelos reis para cumprir o processo de centralização política e criar os estados modernos ?

7) Cite 3 fatores que levaram ao surgi-
mento dos estados modernos nacionais?              

8) O que se entende por absolutismo ?

9) Quais os grupos nomeados pelos reis
europeus para ocupar o alto escalão nos
cargos públicos dos Estados Modernos?              

10) Por que os monarcas (reis) europeus tiveram que negociar com a burguesia, no processo de formação dos estados nacionais ?

11) Explique a teoria do contrato social? Quais os principais pensadores que defenderam essa ideia ?

12) Explique a teoria do direito divino dos reis ?                                      

           

GABARITO – A FORMAÇÃO DOS ESTADOS NACIONAIS

 

  1. R: Os senhores feudais (nobreza) e o clero (membros da Igreja).
  2. R: Os reis eram, na maioria das vezes, figuras sem grandes poderes na vida dos remos da Europa.
  3. R: Somente uma organização política centralizada teria condições de resolver os problemas que afetaram a Europa. Foi nesse processo que começaram a surgir os Estados Nacionais.
  4. R: O rei
  5. R: Mandar juizes escreverem leis, organizar a expansão em direção ao mercado externo, padronizando as moedas e os sistemas de pesos e medidas, criando condições para o crescimento das atividades comerciais.
  6. R: Os soberanos tiveram que dominar a cobrança de impostos, monopolizar a violência pelo domínio da força militar, criar uma justiça única e exercer o poder através da administração de funcionários públicos.
  7. R: O enfraquecimento do poder da nobreza e do clero, devido a crise do século XIV; o crescimento do poder econômico da burguesia com a ascensão do comércio europeu; a desorganização das relações entre os servos e a nobreza feudal e a contestação ao poder da Igreja Católica, através das revoltas camponesas e urbanas.
  8. R: Era o sistema político em que o poder do Estado concentrava-se nas mãos do rei.
  9. R: O clero e a nobreza.
  10. R: Porque este grupo controlava o comércio e possuía o poder econômico necessário para ajudar os reis absolutistas da Europa a fortalecerem os seus Estados.
  11. R: A teoria do contrato social foi defendida por vários pensadores da época, e estes diziam que somente um governo fortemente centralizado seria capaz de pôr fim à desordem reinante, mantendo-se a unidade nacional, a segurança e a prosperidade. Seus defensores foram Nicolau Maquiavel, autor de "O Príncipe" e Thomas Hobbes, autor de "O Leviatã".
  12. R: Segundo os defensores dessa teoria, o rei era o representante de Deus na terra e, por direito divino, não devia satisfação de seus atos. Revoltar-se contra o poder real era o mesmo que se revoltar contra a vontade de Deus.

 

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O MERCANTILISMO

 

Ao longo dos séculos XV ao XVIII da Idade Moderna, estabeleceu-se em quase toda a Europa uma política econômica que se chamou Mercantilismo, por se basear no comércio, ou seja, nas atividades mercantis. Seu objetivo foi fortalecer a economia dos Estados absolutistas, gerando recursos para suas defesas e expansão, além de enriquecer as monarquias que os governavam.

            O mercantilismo caracterizou-se por um conjunto de medidas econômicas práticas que foram adotadas pelos Estados Nacionais em formação. Os economistas mercantilistas defendiam que os metais preciosos - ouro e prata - eram a principal fonte de riqueza de um país.

 

PRÁTICAS MERCANTILISTAS

 

Metalismo ou Bulionismo - Forma comum mais utilizada nos países ibéricos: Portugal e Espanha. Caracterizava-se pelo acúmulo de metais preciosos, na sua maioria retirados das colônias que esses países desenvolveram no continente americano.

 

Industrialismo ou Colbertismo - forma de mercantilismo característica na França.  Baseou-se no incentivo a produção de artigos manufaturados, sobretudo os de luxo: artigos de seda, cerâmicas finas, perfumes, etc., formação de companhias de comércio para estimular a exploração colonial e a adoção de uma política populacional favorável ao crescimento econômico do Estado Nacional. O termo “Colbertismo” teve em Jean Baptiste Colbert, Ministro de Luís XIV, a sua maior expressão. Esse alto funcionário do Estado foi um dos grandes incentivadores do desenvolvimento comercial e manufatureiro francês.

 

Comercialismo - incentivo ao comércio internacional a partir da construção de um poder naval significativo, com estaleiros e muitos navios, além do estímulo às atividades manufatureiras. Essa prática mercantilista foi comum na Inglaterra, Holanda e França.

 

Manutenção da balança comercial favorável – os Estados deveriam exportar mais produtos do que importar de outros países. O Estado que mais exportava recebia mais metais preciosos, como pagamento pelos produtos vendidos.

 

Colonialismo - É importante lembrar que o desenvolvimento econômico das monarquias européias esteve amplamente vinculado à montagem do sistema colonial nas Américas. Alguns Estados, como Portugal e Espanha, possuíam ricas colônias na América, e fizeram do colonialismo a base de suas sustentações econômicas. A base da exploração das áreas colonizadas foi o “pacto colonial” e o monopólio comercial.

O pacto colonial funcionou da seguinte maneira: As colônias americanas vendiam matéria-prima barata para a metrópole (país europeu colonizador) e    esta vendia à colônia produtos manufaturados a altos preços. Para que essa relação comercial funcionasse bem, a metrópole aplicava o monopólio comercial, ou seja, a colônia era impedida de comercializar com outros países, ficando presa ao comércio apenas com a sua metrópole.

 

O protecionismo alfandegário – Alguns países, como França, Inglaterra e Holanda, restringiam ao máximo a entrada de produtos estrangeiros, objetivando a proteção do mercado interno e da produção de artigos do país, não deixando o produto estrangeiro fazer concorrência com o nacional.

 

O incentivo às manufaturas - Os artigos produzidos através desse sistema alcançavam largos preços na Europa. Assim, A produção manufatureira caracterizou-se como um novo sistema de produção. Evoluiu da produção artesanal.

            A produção manufatureira diferenciava-se da produção artesanal, porque vários trabalhadores realizavam a fabricação de produtos por etapas, cada um realizando uma parte da produção, até o acabamento final. França e Inglaterra foram grandes Estados manufatureiros.

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EXERCÍCIOS

 

1) Qual a atividade econômica que relaciona-se diretamente com o Mercantilismo ?        

2) Qual o objetivo das práticas mercantilistas?

3) Caracterize o mercantilismo ?

4) Qual a principal defesa dos economistas mercantilistas, nos séculos XV ao XVIII ?

5) Em quais Estados o bulionismo foi  mais praticado ?

6) Caracterize o bulionismo ou metalismo ?

7) Caracterize o que foi o colbertismo ? A que estado nacional europeu, essa prática mercantilista se relaciona ?                                 

8) Quais as características do comercialismo ? Em quais estados europeus ele foi mais importante, durante a Idade Moderna ?

9) De que forma um Estado conseguia manter a sua balança comercial favorável ?

10) Como funcionava o pacto colonial nas relações econômicas entre as colônias e suas metrópoles européias ?

11) O que foi o monopólio comercial, praticado por algumas metrópoles que possuíam ricas colônias na América ?

12) Por que alguns estados europeus exerciam o protecionismo alfandegário, impedindo a entrada de produtos estrangeiros no país ?

13) De que forma a produção manufatureira diferenciava-se da produção artesanal ? Em quais estados europeus, a produção manufatureira mais se desenvolveu na época do Mercantilismo ?

           

GABARITO – O MERCANTILISMO

 

1) R: O comércio, ou seja, as atividades mercantis.

2) R: Fortalecer a economia dos Estados absolutistas, gerando recursos para suas defesas e expansão, além de enriquecer as monarquias que os governavam.

3) R: O mercantilismo caracterizou-se por um conjunto de medidas econômicas práticas que foram adotadas pelos Estados Nacionais em formação.

4) R: Defendiam que os metais preciosos - ouro e prata - eram a principal fonte de riqueza de um país.

5) R: Os países ibéricos: Espanha e Portugal.

6) R: Caracterizava-se pelo acúmulo de metais preciosos por um Estado, na sua maioria retirados das colônias que esses países desenvolveram no continente americano..

7) R: Baseou-se no incentivo a produção de artigos manufaturados, sobretudo os de luxo: artigos de seda, cerâmicas finas, perfumes, etc., formação de companhias de comércio para estimular a exploração colonial e a adoção de uma política populacional favorável ao crescimento econômico do Estado Nacional. França.

8) R: Incentivo ao comércio internacional a partir da construção de um poder naval significativo, com estaleiros e muitos navios, além do estímulo às atividades manufatureiras. Essa prática foi comum na Inglaterra, Holanda e França.

9) R: Os Estados deveriam exportar mais produtos do que importar de outros países. O Estado que mais exportava recebia mais metais preciosos, como pagamento pelos produtos vendidos.

10) R: As colônias vendiam matéria-prima barata para a metrópole (país europeu colonizador) e esta vendia à colônia produtos manufaturados a altos preços.

11) R: A colônia era impedida de comercializar com outros países, ficando presa ao comércio apenas com a sua metrópole.

12) R: Objetivavam a proteção do mercado interno e a produção de artigos do país, não deixando o produto estrangeiro fazer concorrência com o nacional.

13) R: Vários trabalhadores realizavam a fabricação de produtos por etapas, cada um realizando uma parte da produção, até o acabamento final. França e Inglaterra foram grandes Estados manufatureiros.

 

 

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RENASCIMENTO CULTURAL

 

         Durante a fase de transição do feudalismo para o capitalismo, ao longo dos séculos XIV ao XVI, a Europa sofreu uma série de transformações políticas, econômicas, religiosas e culturais. No círculo religioso aconteceu o rompimento da cristandade, com a explosão da Reforma Protestante e no cultural, o surgimento do Renascimento.

            Chamamos de Renascimento uma série de manifestações de ordem artística, literária, filosófica e científica ocorridas em diversos países europeus, que refletiram a nova visão do homem no final da Idade Média e início da Era Moderna. O Renascimento manifestou-se como uma forma de oposição ao modo de pensar da Idade Média. O período medieval era visto pelos renascentistas como um tempo obscuro cheio de irracionalidade e ignorância.

 

AS ORIGENS - O Renascimento cultural começou a se manifestar, lentamente, na Baixa Idade Média, a partir do século XIV, junto com a ampliação das atividades comerciais e urbanas na Europa. As origens do movimento renascentista estão na Itália, devido essa região ter sido a privilegiada no comércio do Mar Mediterrâneo. Os beneficiários dos lucros dessa atividade, os burgueses e a nobreza das cidades italianas, foram incentivadores e patrocinadores das artes. Eles foram os mecenas da literatura, pintura, escultura, filosofia e das ciências, no processo de fortalecimento e desenvolvimento das cidades. O mecenato caracterizou-se como a prática de patrocinar ou financiar a cultura. Os grandes mecenas que financiaram o Renascimento por toda a Europa foram os burgueses, reis, nobres, membros da Igreja católica (bispos, cardeais e papas), ou seja, os homens de poder.

            O Humanismo, que surgiu antes do Renascimento e conviveu com esse movimento cultural, foi um fenômeno intelectual que se caracterizou pelo estudo e resgate dos conhecimentos esquecidos dos povos pagãos da Antiguidade, ou seja, os gregos e romanos antigos. Os humanistas criticavam as velhas ideias religiosas difundidas pela Igreja Católica, e influenciados pela cultura dos gregos e romanos, procuravam criar novos conhecimentos, onde o mundo passou a ser interpretado de uma forma mais racional, sem tanta influência da religiosidade.

 

CARACTERÍSTICAS DO RENASCIMENTO:

 

O antropocentrismo – O homem passou a ser visto como o centro do universo. Essa nova concepção de pensamento passou a se opor ao teocentrismo medieval, onde Deus era o verdadeiro centro da razão e existência do mundo;

O racionalismo - o homem procurou conhecer os enigmas da natureza humana e material, em oposição aos conceitos religiosos baseados na tradição, na fé e na superstição, defendidos pelos ensinamentos da Igreja. Foi a base da ciência moderna;

O hedonismo – os renascentistas passaram a valorizar a vida e a natureza, em contraposição ao ascetismo religioso, ou seja, onde a busca pelo prazer era proibida e considerado como pecado;

O paganismo - Influência da cultura de povos pagãos, principalmente a dos gregos e romanos da Antiguidade, nas artes, arquitetura, literatura, astronomia, etc.;

As artes - houve uma grande preocupação com a figura humana, valorizando-se o nu artístico. Esse fato desencadeou uma preocupação com o estudo da anatomia humana, técnica de cores e a perspectiva;

 

OS GRANDES RENASCENTISTAS E SUAS OBRAS  

 

Artes Plásticas - Pintura, Escultura e Arquitetura:

 

Botticelli (Itália) - “Nascimento de Vênus” (pintura);

Leonardo Da Vinci (Itália) - “A Ceia” e “A Gioconda” (pinturas);

Miguel Ângelo (Itália) - pintou o “Teto da Capela Sistina”, esculpiu a “Pietá”, “Moisés” e “Davi”;

Rafael Sanzio (Itália) - Exaltou as madonas em suas pinturas, glorificando a forma e cor;

El Greco (Espanha) - Pintor;

 

Literatura:

 

Boccaccio (Itália) - Escreveu o “Decameron”;

Dante Alighieri (Itália) - “A Divina Comédia”;

Miguel de Cervantes (Espanha) - Em “D. Quixote”;;

Willian Shakespeare (Inglaterra) - “Romeu e Julieta”, “Hamlet”, “Rei Lear”, etc...;

Luís de Camões (Portugal) - “Os Lusíadas”;

 

Ciências:

 

Leonardo da Vinci (Itália) - Estudou Anatomia, Astronomia, Mecânica, Matemática;

Nicolau Copérnico (Polônia) - lançou a teoria do heliocentrismo, onde provou que os planetas giram em torno do sol;

Galileu Galilei (Itália) - Defensor da teoria do heliocentrismo; fez diversos estudos de astronomia;

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EXERCÍCIOS

 

1) Quais as transformações culturais e religiosas por que a Europa passou entre os séculos XIV ao XVI?                 

2) Defina o que se entende por Renascimento.

3) Como o período medieval era visto pelos renascentistas ?                     

4) Qual o fator econômico que levou o Renascimento a se manifestar na Europa, a partir do século XIV ?               

5) Qual a região da Europa que o Renascimento primeiro se manifestou ? Justifique.

6) O que foi o mecenato, na época do Renascimento ?                              

7) Quem foram os grandes mecenas do Renascimento

8) O que foi o Humanismo ? 

9) O que os humanistas criticavam ?

10) Defina o que se entende por antropocentrismo, como característica do Renascimento.    

11) O que o antropocentrismo se opunha ?

12) De que forma o racionalismo foi utilizado no Renascimento

13) O que foi o hedonismo no Renascimento?

14) Explique o que foi o paganismo como característica do Renascimento.  

15) Quais as principais características da arte no Renascimento ?                      

16) Sobre a literatura, ciência, artes plásticas (pintura e escultura) e arquitetura renascentistas, estabeleça abaixo dois exemplos de autores e suas obras:

 

a) artes plásticas –

b) Literatura -       

c) Ciência –          

           

GABARITO – O RENASCIMENTO CULTURAL

 

1) R: No círculo religioso aconteceu o rompimento da cristandade, com a explosão da Reforma Protestante e no cultural, o surgimento do Renascimento.

2) R: Chamamos de Renascimento uma série de manifestações de ordem artística, literária, filosófica e científica ocorridas em diversos países europeus, que refletiram a nova visão do homem no final da Idade Média e início da Era Moderna.

3) R: O período medieval era visto pelos renascentistas como um tempo obscuro cheio de irracionalidade e ignorância.

4) R: A ampliação das atividades comerciais e urbanas na Europa.

5) R: Itália.

6) R: A prática de patrocinar ou financiar a cultura.

7) R: Foram os burgueses, reis, nobres, membros da Igreja católica (bispos, cardeais e papas), ou seja, os homens de poder.

8) R: Foi um movimento intelectual que se caracterizou pelo estudo e resgate dos conhecimentos esquecidos dos povos pagãos da Antiguidade, ou seja, os gregos e romanos antigos.

9) R: Os humanistas criticavam as velhas ideias religiosas difundidas pela Igreja Católica.

10) R: O homem passou a ser visto como o centro do universo.

11) R: O antropocentrismo se opôs ao teocentrismo medieval, onde Deus era o verdadeiro centro da razão e existência do mundo.

12) R: O homem procurou conhecer os enigmas da natureza humana e material, em oposição aos conceitos religiosos baseados na tradição, na fé e na superstição, defendidos pelos ensinamentos da Igreja.

13) R: Os renascentistas passaram a valorizar a vida e a natureza.

14) R: Influência da cultura de povos pagãos, principalmente a dos gregos e romanos da Antiguidade, nas artes, arquitetura, literatura, astronomia, etc.

15) R: Houve uma grande preocupação com a figura humana, valorizando-se o nu artístico.

16) R: a) artes plásticas ( Pintura, Escultura):

Leonardo Da Vinci (Itália) - “A Ceia” e “A Gioconda” (pinturas).

Miguel Ângelo (Itália) - pintou o “Teto da Capela Sistina”, esculpiu a “Pietá”, “Moisés” e “Davi”.

b) Literatura:

Dante Alighieri (Itália) - “A Divina Comédia”.

Miguel de Cervantes (Espanha) - Em “D. Quixote”.

c) Ciências:

Leonardo da Vinci (Itália) - Estudou Anatomia, Astronomia, Mecânica, Matemática.

Nicolau Copérnico (Polônia) - lançou a teoria do heliocentrismo, onde provou que os planetas giram em torno do sol.

 

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A  REFORMA  PROTESTANTE

 

            A Igreja Católica, apesar de poderosa instituição desde a Idade Média, passou por diversas crises e mudanças nos séculos XI ao XIV, devido ao surgimento de inúmeros movimentos heréticos que criticavam seus valores e condutas.

A partir do século XV, as críticas à Igreja retornaram, ganhando um grande impulso no século XVI com a Reforma Protestante. Esse movimento fez surgir uma série de religiões em oposição à Igreja Católica, gerando assim o rompimento da cristandade com o surgimento das seitas protestantes, ou seja, em protesto contra os abusos, a corrupção e o luxo em vivia o clero católico.

 

CAUSAS QUE LEVARAM A REFORMA PROTESTANTE

  • Os abusos e o despreparo do clero diante da nova realidade europeia no início da Idade Moderna;
  • A venda de Indulgências, ou seja, a cobrança de dinheiro dos fiéis pela garantia dada pela Igreja de que ele entraria no paraíso, com o perdão de seus pecados;
  • A excessiva interferência da Igreja nos assuntos internos dos Estados Europeus. Os reis e príncipes, que se fortaleciam politicamente, desejavam diminuir o poder do Papa em seus domínios;
  • Interesse da burguesia e da nobreza em se apoderar das terras da Igreja Católica;
  • Necessidade da burguesia por uma nova religião que valorizasse o seu modo de vida ligado ao comércio, pois a Igreja condenava a usura, o comércio e o lucro;
  • O surgimento da imprensa, ou seja, da impressão de livros, fazendo assim com que a Bíblia passasse a ser lida por homens comuns, que passaram a dar novas interpretações as suas palavras, contrariamente ao que dizia a Igreja Católica.

 

OS PRINCIPAIS REFORMISTAS

 

MARTINHO LUTERO - Somente no século XVI é que a reforma tomou o seu verdadeiro curso com o monge Martinho Lutero, na Alemanha.

 

Em 1517, Lutero afixou na porta da catedral de sua cidade 95 teses protestando contra os abusos do clero e rebelando-se contra as autoridades da Igreja. Ele ficou indignado com a venda de indulgências, autorizada pelo papa Leão X que necessitava de dinheiro para o término da construção da Basílica de São Pedro, em Roma. Para Lutero, a salvação da alma dependia exclusivamente da fé em Deus, independente das obras de caridade a favor da Igreja. Essa nova concepção religiosa atingia importantes dogmas da Igreja. Lutero conseguiu vários adeptos para as suas idéias.

Inabalável quanto as suas idéias e afirmações, Lutero foi excomungado e perseguido pelo Papa. O Imperador dos estados alemãs, Carlos V, convocou-o a comparecer a cidade de Worms para se retratar em relação as suas idéias, e mais uma vez a recusa foi feita. Perseguido pelos partidários do Imperador e pela Igreja Católica, Lutero foi apoiado pela pequena nobreza alemã, que via nas suas idéias uma solução para o rompimento com o poder do Papa. Uma classe poderosa de banqueiros se uniu a insatisfação da pequena nobreza, ameaçada pelo poder político e econômico da Igreja. Protegido por esses importantes grupos, Lutero produziu uma série de escritos e traduziu a Bíblia para o alemão, fazendo assim surgir uma nova religião cristã: o Luteranismo.

 

JOÃO CALVINO - Influenciado pelas idéias de Lutero, João Calvino, na Suíça, difundiu suas concepções acerca da religião. Ele desenvolveu a teoria da predestinação, onde afirmava que a acumulação de riquezas materiais, através da prática da usura e do trabalho, era um forte indício para a salvação divina. Para Calvino, a riqueza acumulada não seria pecado, e sim a recompensa terrena dada por Deus ao homem que é predestinado à salvação, pelos seus atos morais e pela sua fé. Suas idéias encontraram na burguesia um grande aliado, uma vez que sua doutrina ia de encontro aos os interesses capitalistas, duramente perseguidos pela Igreja Católica. Surgiu assim a religião calvinista ou o calvinismo. Nos diferentes países europeus, os calvinistas ficaram conhecidos por vários nomes: puritanos (Inglaterra), huguenotes (França), presbiterianos (Escócia), etc.

 

HENRIQUE VIII - O rei Henrique VIII, da Inglaterra, buscou na Reforma uma solução para se livrar do poder que a Igreja Católica exercia em seu reino, bem como da influência política do rei da Espanha, que era um forte aliado do Papa. Sem a ameaça desses dois poderes, ele poderia consolidar e centralizar o Estado inglês, sob o seu poder.

            Contrariando as negativas do Papa para poder anular seu primeiro casamento com a nobre espanhola Catarina de Aragão, que não lhe dava um filho homem como herdeiro, Henrique VIII rompeu com a Igreja em 1534, proclamando o Ato de Supremacia. Esse documento colocava a Igreja, na Inglaterra, sob o poder do Estado, ficando o rei como chefe da igreja inglesa. Os bens eclesiásticos foram confiscados e passaram às mãos da monarquia inglesa. Nasceu assim a Igreja Anglicana ou o anglicanismo.

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EXERCÍCIOS

 

1) O que foram os movimentos heréticos nos séculos XI ao XIV ?

2) Defina o que foi a Reforma Protestante, no século XVI ?                     

3) Explique o que era a venda de indulgências?                                             

4) Por que muitos reis e príncipes europeus foram favoráveis a Reforma Protestante ?

5) Por que a burguesia européia desejava uma nova religião ?        

6) De que forma o surgimento da imprensa favoreceu a Reforma ?

7) Quem foi o primeiro criador de uma religião protestante ? Em qual país esse fato se deu ?

8) Qual o fator que levou Lutero a se voltar contra a Igreja Católica ?                            

9) Qual a base das idéias de Lutero em relação a salvação da alma ?         

10) De que forma o Papa reagiu contra as idéias de Lutero ?                                 

11) Por que os banqueiros e a pequena nobreza alemã passaram a defender Lutero e suas ideias ?                      

12) Qual o nome da primeira religião protestante, criada por Lutero ?       

13) O que foi a teoria da predestinação de João Calvino ?                         

14) Qual o nome da religião criada por João Calvino, na Suíça?                

15) Por que o calvinismo teve grande aceitação pela burguesia ?

16) Como os calvinistas eram chamados na Inglaterra, França e Escócia ? 

17) Por que o rei Henrique VIII, rompeu com a Igreja Católica na Inglaterra ?     

18) O que foi o Ato de Supremacia, declarado por Henrique VIII ?                     

19) Qual o nome da religião criada pelo rei Henrique VIII, na Inglaterra ? 

           

GABARITO – A REFORMA PROTESTANTE

 

1) R: Movimentos que criticavam os valores e condutas da Igreja Católica.

2) R: Esse movimento fez surgir uma série de religiões em oposição à Igreja Católica, gerando assim o rompimento da cristandade com o surgimento das seitas protestantes, ou seja, em protesto contra os abusos, a corrupção e o luxo em vivia o clero católico.

3) R: A cobrança de dinheiro dos fiéis pela garantia dada pela Igreja de que ele entraria no paraíso, com o perdão de seus pecados.

4) R: Devido a excessiva interferência da Igreja nos assuntos internos dos Estados Europeus. Os reis e príncipes desejavam diminuir o poder do Papa em seus domínios. Além disso eles queriam se apoderar das terras da Igreja Católica;

5) R: a burguesia queria uma religião que valorizasse o seu modo de vida ligado ao comércio, pois a Igreja condenava a usura, o comércio e o lucro

6) R: Com a impressão de livros, a Bíblia passou a ser lida por homens comuns, que passaram a dar novas interpretações as suas palavras, contrariamente ao que dizia a Igreja Católica.

7) R: O monge Martinho Lutero, na Alemanha.

8) R: A venda de indulgências, autorizada pelo papa Leão X.

9) R: Para Lutero, a salvação da alma dependia exclusivamente da fé em Deus, independente das obras de caridade a favor da Igreja.

10) R: Lutero foi excomungado e perseguido pelo Papa.

11) R:  Os banqueiros e a pequena nobreza alemã viam nas ideias de Lutero uma solução para o rompimento com o poder do Papa, pois estas classes se viam ameaçadas pelo poder político e econômico da Igreja.

12) R: Luteranismo

13) R: Calvino afirmava que a acumulação de riquezas materiais, através da prática da usura e do trabalho, era um forte indício para a salvação divina. A riqueza acumulada não seria pecado, e sim a recompensa terrena dada por Deus ao homem que é predestinado à salvação, pelos seus atos morais e pela sua fé.

14) R: Calvinismo

15) R: A doutrina calvinista ia de encontro aos os interesses capitalistas, duramente perseguidos pela Igreja Católica.

16) R: Na Inglaterra: puritanos; na França: huguenotes; e na Escócia: presbiterianos.

17) R: O rei Henrique VIII buscou na Reforma uma solução para se livrar do poder que a Igreja Católica exercia em seu reino, bem como da influência política do rei da Espanha, que era um forte aliado do Papa.

18) R: Esse documento colocava a Igreja, na Inglaterra, sob o poder do Estado, ficando o rei como chefe da igreja inglesa.

19) R: Igreja Anglicana ou Anglicanismo.

 

 

 

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A REFORMA PROTESTANTE E A CONTRA REFORMA 

 

No século XVI, a Reforma Protestante fez surgir uma série de religiões cristãs contrarias a muitas das condutas e normas da Igreja Católica. Esse movimento diminuiu e comprometeu a estabilidade e poder que essa instituição religiosa possuía na Europa., O Papa e outros membros do alto clero católico reagiram com o estabelecimento da Contra-Reforma, também conhecida como Reforma Católica.

A Contra-Reforma foi uma reação da Igreja Católica com o objetivo de conter o avanço das religiões protestantes e também de grupos que defendiam ideias heréticas, ou seja, contrarias aos ideais do catolicismo.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA CONTRA-REFORMA -

  • A criação da Companhia de Jesus (1534) por um militar português chamado Inácio de Loyola. Os padres jesuítas, formados pela Companhia de Jesus, propagaram na América e na África a doutrina cristã católica, colaborando assim para o processo colonizatório nesses continentes. Também fortaleceram o catolicismo entre os europeus.
  • A realização do Concílio de Trento, na Itália, para se reformular ou reafirmar algumas condutas e normas da Igreja Católica. Foram estabelecidos nesse concílio, que durou de 1545 a 1563:
  1. Criação do Index (Index Libroriun Prohibitorum) em 1564, ou seja, uma relação de livros proibidos, elaborada pela Santa Inquisição, que contestavam os dogmas da Igreja. As pessoas eram proibidas de lê-los, traduzi-los ou difundi-los;
  2. Foi reafirmada a infalibilidade do papa, ou seja, a Igreja continuou a afirmar que o Papa era o único representante de Deus na Terra;
  3. As obras de caridade e os sacramentos foram mantidos como fundamentais para a salvação do homem;
  4. Foram criados seminários para a formação intelectual e religiosa de padres;
  5. Foram proibidas a venda de indulgências, relíquias sagradas e cargos eclesiásticos;
  6. Foi mantido o celibato clerical (proibição do casamento de padres e freiras);
  7. Foi reafirmado o culto aos santos católicos, pois eram grande fonte de renda para a Igreja Católica.
  • O fortalecimento da Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício - Apesar de ter sido criada no século XIII para julgar e punir os hereges, esse órgão da Igreja passou a possuir grande força a partir do século XVI. Obteve grande poder nos países radicalmente católicos, como Espanha e Portugal, perseguindo protestantes e judeus, fazendo assim com que muitos destes tivessem que fugir ou se exilar para os Países Baixos (atual Holanda) para poderem professar a sua fé livremente e para as colônias da América. Muitos judeus foram convertidos à força ao catolicismo e passaram a serem conhecidos pelos católicos de "cristãos novos".

Em toda a Europa, o tribunal do Santo Oficio organizou-se de modo a ser ao mesmo tempo "olhos e ouvidos da Igreja Católica: invisíveis, mas sempre atentos". Os padres inquisidores ofereciam benefícios materiais e religiosos (promessas de cargos, absolvição de pecados, etc.) para fazer de qualquer pessoa um delator em potencial. Alguns ameaçavam com o terror da tortura para conseguirem as denúncias ou confissões de heresias cometidas por ela ou por outra pessoa. Em 1252, um documento do Papa Inocêncio IV sugeria o uso de tortura contra qualquer suspeito de heresia. Ao mesmo tempo, na prática, ocorria o estímulo às denúncias secretas.

Uma denúncia era o suficiente para que o acusado se transformasse em réu e fosse imediatamente levado a uma prisão, onde aguardaria pelo interrogatório. Nas sessões, a portas fechadas, com a presença de um escrivão e de testemunhas eclesiásticas (da Igreja), pedia-se ao réu que reconhecesse sua culpa e denunciasse delitos de outros para abrandar a própria pena. Muitos réus, ansiosos por recuperar a liberdade com medo de serem torturados ou sob a tortura de fato, confessavam delitos - falsos ou verdadeiros - e delatavam crimes - também falsos ou verdadeiros.

A tortura sempre fez parte dos métodos da Inquisição, embora fosse igualmente utilizada nos casos de crimes comuns.

 

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EXERCÍCIOS

 

1) Quais as principais consequências da
Reforma Protestante, na Europa do século XVI?

2) Como a Igreja Católica reagiu contra o avanço da Reforma Protestante ?

3)   Defina o que foi a Contra Reforma ?

4) Quais as três principais características
da Contra Reforma ?

5) Quem foi o criador da Companhia de Jesus ?

6) Como eram chamados os padres formados pela Companhia de Jesus ? Quais as suas principais realizações, a partir do século XVI ?

7) Qual o principal objetivo do Concílio de Trento, realizado entre 1545 a 1563?

8) O que foi o Index, estabelecido no
Concílio de Trento ?

9) Por que os membros da Igreja Católica afirmavam a infalibilidade do Papa ?

10) O que foi determinado pelo Concílio
de Trento sobre o comércio de indulgências e relíquias sagradas, praticado pela Igreja Católica?

11) Por que o culto aos santos na Igreja
Católica foi mantido pelo Concílio de
Trento ?

12) Qual o objetivo do tribunal de inquisição, quando foi criado no século XIII pela Igreja Católica?             

13) Quais os estados europeus em que a
Inquisição teve mais poder, no século
XVI?

14) O que ocorreu com os membros das religiões protestantes e judeus, que viviam na Espanha ou Portugal, quando foram perseguidos pela Inquisição ?

15) Quem foram os "cristãos novos", na época da Contra Reforma ?   

16) De que forma os padres da inquisição conseguiam com que uma pessoa comum se condenasse ou acusasse outra pessoa de crimes de heresia ? 

           

 

GABARITO – A REFORMA PROTESTANTE: A Contra Reforma

 

1) R: A Reforma Protestante fez surgir uma série de religiões cristãs contrárias a muitas normas da Igreja Católica. Esse movimento diminuiu e comprometeu a estabilidade e poder que essa instituição religiosa possuía na Europa.

2) R: O Papa e os outros membros do alto clero católico reagiram com o estabelecimento da Contra-Reforma, também conhecida como Reforma Católica.

3) R: Foi uma reação da Igreja Católica com o objetivo de conter o avanço das religiões protestantes e também de grupos que defendiam ideias heréticas, ou seja, contrárias aos ideais do catolicismo.

4) R: A criação da Companhia de Jesus (1534), a realização do Concílio de Trento (1545 a 1563) e o fortalecimento da Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício.

5) R: Um militar português chamado Inácio de Loyola.

6) R: Os jesuítas. Eles propagaram na América e na África a doutrina cristã católica, colaborando assim para o processo colonizatório nesses continentes. Também fortaleceram o catolicismo entre os europeus.

7) R: Reformular ou reafirmar algumas condutas e normas da Igreja Católica.

8) R: Uma relação de livros proibidos, elaborada pela Santa Inquisição, que contestavam os dogmas da Igreja. As pessoas eram proibidas de lê-los, traduzi-los ou difundi-los.

9) R: Os católicos afirmavam que o Papa era o único representante de Deus na Terra.

10) R: Foram proibidas a venda de indulgências e relíquias sagradas.

11) R: Porque eram grande fonte de renda para a Igreja Católica.

12) R: Julgar e punir pessoas por crime de heresia.

13) R: Espanha e Portugal.

14) R: Muitos deles tiveram que fugir ou se exilar para os Países Baixos (atual Holanda) para poderem professar a sua fé livremente e para as colônias da América.

15) R: Judeus que foram convertidos à força ao catolicismo.

16) R: Os padres inquisidores ofereciam benefícios materiais e religiosos (promessas de cargos, absolvição de pecados, etc.) para fazer de qualquer pessoa um delator em potencial. Alguns ameaçavam com o terror da tortura para conseguirem as denúncias ou confissões de heresias cometidas por ela ou por outra pessoa.

 

 

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A EXPANSÃO MARÍTIMA

 

Nos séculos XI e XIII, durante a baixa Idade Média, a sociedade feudal européia passou por importantes transformações: desenvolveram‑se as cidades e com a vida urbana organizou-se uma nova classe social, a burguesia, dedicada ao comércio, que acumulou grandes fortunas com seus negócios. Além desses fatos, houve o processo de formação dos Estados Nacionais em alguns territórios europeus, com a ascensão do rei. Os novos monarcas no poder criaram melhores condições políticas e econômicas para que esses novos Estados pudessem ampliar seu comércio. Assim, a partir dos séculos XV e XVI, iniciaram-se as grandes navegações pelos oceanos ainda desconhecidos pelos europeus.

Essa grande expansão comercial através dos oceanos Atlântico, Índico e o Pacífico, posteriormente, também se caracterizou como uma necessidade de se superar a crise européia, iniciada no século XIV. Os europeus precisavam de novas populações para comercializar, novas terras a conquistar, novas minas de metais preciosos para cunhar moedas e dinamizar o comércio, pois as minas de ouro e a prata estavam se esgotando no continente europeu.

 

A GUERRA DE RECONQUISTA – Foi no século VIII que os muçulmanos – também chamados de “mouros” - invadiram a península Ibérica (região européia onde atualmente se encontram os países Portugal e Espanha), vencendo os cristãos que lá habitavam, obrigando‑os a recuar para o norte. Ali se formaram pequenos reinos, chamados de Navarra, Leão, Castela e Aragão. Nos séculos que se seguiram, esses reinos cristãos guerrearam continuamente para retomar os territórios invadidos. Essa luta, conhecida como “Guerra de Reconquista”, durou até o final do século XV. Foi durante esse grande conflito que surgiram Portugal e Espanha, na Península Ibérica. Esses foram os primeiros Estados europeus a iniciarem a Expansão Marítima.

 

O ESTADO PORTUGUÊS - Nobres feudais de outras regiões da Europa também participaram da luta contra os muçulmanos. Assim Henrique de Borgonha, um nobre francês, recebeu do rei de Castela um feudo chamado Condado Portucalense, como recompensa pelo auxílio prestado aos cristãos. Após a morte de Henrique de Borgonha, seu filho, Afonso Henriques, lutou contra Castela para conseguir a independência do condado, obtida em 1139. Com a independência do reino de Castela, o condado transformou‑se no reino de Portugal.

No pequeno reino de Portugal, servos cultivavam oliveiras, trigo, uvas e cevada na terra dos nobres e também os portugueses se dedicavam a pesca no litoral do oceano Atlântico, onde se desenvolveram duas cidades portuárias: Lisboa e Porto. Elas se tornaram ponto de parada de navios italianos que vinham do Mar Mediterrâneo, carregados de mercadorias do Oriente, e que se dirigiam à região de Flandres. Nessas paradas, os italianos realizavam transações comerciais com os portugueses, o que resultou na formação de um ativo grupo de mercadores, isto é, uma burguesia mercantil em Portugal.

  

No século XV, o Estado português auxiliado pela burguesia mercantil, financiariam a expansão comercial e marítima portuguesa através dos oceanos.

 

O ESTADO ESPANHOL – A criação do Estado da Espanha se deu no final da Guerra de Reconquista, no século XV, quando os reis Fernando, de Aragão, e Isabel, de Castela, se uniram em matrimônio, finalizando o processo de unificação dos reinos cristãos na Península Ibérica.

Com a centralização política, os reis da Espanha deram início ao expansionismo comercial através das grandes navegações, inicialmente patrocinando, em 1492, a expedição do navegador genovês Cristóvão Colombo, com o objetivo de chegar às Índias para estabelecer uma linha de comércio com o Oriente. Assim, ao tentar atravessar o “Mar Oceano” (Oceano Atlântico), acidentalmente Colombo chegaria ao continente americano.

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EXERCÍCIOS

 

1) Cite 2 transformações por que a Europa passou, durante a baixa Idade Média, entre os séculos XI ao XIII ?

2) Por que o surgimento dos Estados Nacionais europeus foi favorável ao acontecimento das grandes navegações, a partir do século XV ?       

3) Quais os oceanos que passaram a ser navegados pelos europeus, com a expansão comercial e marítima, a partir dos séculos XV e XVI ?

4) Quais as necessidades dos europeus para superar a crise, iniciada no século XIV ?

5) Por que os estados europeus precisavam obter metais preciosos (ouro e prata) ?

6) Quais os nomes dos pequenos reinos cristãos que se concentraram no norte da Península Ibérica, após a invasão dos mouros no século VIII ?

7) Qual o nome do conflito armado entre cristãos e muçulmanos (mouros) na Península Ibérica ?   Qual o objetivo dos reinos cristãos ao guerrearem contra os muçulmanos?

8) Quais os países europeus que surgiram ao longo dos séculos da Guerra de Reconquista ?

9) Quais os Estados europeus pioneiros na expansão marítima ?

10) Como o Condado Portucalense tornou-se o reino de Portugal, após a morte do nobre Henrique de Borgonha, senhor feudal daquelas terras ?                

11) Quais os produtos agrícolas que os servos portugueses plantavam nas terras dos nobres ?

12) Por que as cidades portuguesas de Lisboa e do Porto tornaram-se importantes comercialmente ?     

13) Quais os grupos que financiaram a expansão comercial e marítima portuguesa, a partir do século XV?               

14) Como o estado da Espanha foi criado no século XV, no final da Guerra de Reconquista ?

15) Qual o objetivo dos reis da Espanha ao financiarem a expedição do navegador Cristovão Colombo, em 1492 ?

           

GABARITO – A EXPANSÃO MARÍTIMA

 

1) R: Desenvolveram‑se as cidades e com a vida urbana organizou-se uma nova classe social, a burguesia.

2) R: Os novos monarcas no poder criaram melhores condições políticas e econômicas para que esses novos Estados pudessem ampliar seu comércio. Assim, a partir dos séculos XV e XVI, iniciaram-se as grandes navegações pelos oceanos.

3) R: Atlântico, Índico e Pacífico.

4) R: Os europeus precisavam de novas populações para comercializar, novas terras a conquistar, novas minas de metais preciosos.

5) R: Para cunhar moedas e dinamizar o comércio, pois as minas de ouro e a prata estavam se esgotando no continente europeu.

6) R: Navarra, Aragão, Castela e Leão.

7) R: Esse conflito ficou conhecido como “Guerra de Reconquista”. Os reinos cristãos queriam retomar os territórios invadidos pelos mouros.

8) R: Portugal e Espanha.

9) R: Portugal e Espanha.

10) R: Seu filho, o nobre Afonso Henriques, lutou contra Castela para conseguir a independência do condado, obtida em 1139. Com a independência do reino de Castela, o condado transformou‑se no reino de Portugal.

11) R: Oliveiras, trigo, uvas e cevada.

12) R: Elas se tornaram ponto de parada de navios italianos que vinham do Mar Mediterrâneo, carregados de mercadorias do Oriente, e que se dirigiam à região de Flandres.

13) R: O Estado português auxiliado pela burguesia mercantil.

14) R: Quando os reis Fernando, de Aragão, e Isabel, de Castela, se uniram em matrimônio, finalizando o processo de unificação dos reinos cristãos na Península Ibérica.

15) R: Chegar às Índias para estabelecer uma linha de comércio com o Oriente.

 

 

 

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A EXPANSÃO MARÍTIMA: AS GRANDES NAVEGAÇÕES

 

A EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA - Portugal foi a primeira nação a realizar a expansão marítima, no início do século XV. Além da posição geográfica, de uma situação de paz interna e da presença de uma forte burguesia mercantil, o pioneirismo português é explicado pela sua centralização política, ou seja, foi o primeiro estado europeu a se organizar, em torno do poder de um rei.

Entre os anos de 1383 e 1385 o Reino de Portugal conhece um movimento político denominado Revolução de Avis - movimento que realiza a centralização do poder político, com a aliança entre a burguesia mercantil e o mestre da Ordem de Avis, D. João I, que foi coroado rei. Foram os reis da Dinastia (família) de Avis, que ao longo dos anos, criaram condições políticas e econômicas para que as grandes navegações portuguesas se tornassem possíveis.

   A expansão marítima e comercial portuguesa serviu aos interesses de diversos grupos sociais, descritos abaixo:

  • à Monarquia, que buscava seu fortalecimento;
  • à nobreza, interessada em conquistar terras;
  • à Igreja Católica, que tinha o objetivo de cristianizar outros povos;
  • e a burguesia mercantil, desejosa de ampliar seus lucros com o comércio.

 

As principais etapas das Grandes Navegações portuguesas foram:

 

1415- tomada de Ceuta, importante entreposto comercial no norte da África, antes controlado por povos muçulmanos de origem árabe;

1420 - ocupação das ilhas da Madeira e Açores no Oceano Atlântico;

1487 – O navegador Bartolomeu Dias dobra o Cabo das Tormentas, no extremo sul da África, passando do Oceano Atlântico ao Oceano Índico;

1498 – O navegador Vasco da Gama, seguindo a rota marítima traçada por Bartolomeu Dias, consegue atingir a cidade de Calicute, nas Índias (no Oriente). Trouxe seus navios carregados de especiarias, vendidas com grande lucro na Europa.

1499-1500 – Expedição da frota, com 13 embarcações, comandada por Pedro Álvares Cabral, cujo objetivo era trazer especiarias das Índias. Cabral alterou sua rota para atravessar o Oceano Atlântico e chegar à América do Sul, pois havia recebido ordens de tomar posse – em nome do rei - das terras do Brasil, que os portugueses passaram a ter direitos, após a assinatura do Tratado de Tordesilhas, em 1494.

 

EXPANSÃO MARÍTIMA ESPANHOLA - No ano de 1492, o navegador Cristovão Colombo ofereceu seus serviços para os reis da Espanha. Colombo acreditava que, navegando para oeste, atravessando o Oceano Atlântico, atingiria as Índias, no Oriente. Como os soberanos desejavam estender o comércio espanhol, o navegante recebeu três navios e, sem saber, acabou chegando a um novo continente: a América.

 

Foram as principais etapas da expansão espanhola:

 

1492 - chegada de Colombo a América, inicialmente chamada de “Novo Mundo”;

1504 – o navegador Américo Vespúcio afirma que a terra descoberta por Colombo era um novo continente, e este batizou-o com seu próprio nome: “América”;

1519 a 1522 – o navegador Fernão de Magalhães, com três embarcações, realizou a primeira viagem de circunavegação do globo terrestre.

 

AS RIVALIDADES ENTRE OS PAÍSES IBÉRICOS – Portugal e Espanha, buscando evitar conflitos sobre os territórios descobertos ou a descobrir, resolveram assinar um acordo - o Tratado de Tordesilhas -, em 1494.


CONSEQUÊNCIAS DA EXPANSÃO MARÍTIMA - As Grandes navegações contribuíram para uma transformação da história da humanidade, devido os fatores abaixo:

 

  • Desenvolveu-se uma verdadeira Revolução Comercial, a partir da realização do comércio europeu com outros continentes: Ásia, África e Europa.
  • Houve uma mudança do eixo econômico ­europeu do mar Mediterrâneo para os  oceanos Atlântico, Índico e Pacífico, que passaram a ser navegados;
  • Iniciou-se um processo de colonização européia nas novas terras da América, o que levou a destruição de muitas nações indígenas desse continente;
  • Houve um enorme fluxo de metais preciosos (ouro e prata) para a Europa, provenientes das conquistas dos colonizadores sobre os povos da América;
  • Iniciou-se o tráfico de escravos negros da África para as colônias americanas;
  • Estabeleceu-se a expansão da cultura européia sobre o mundo.

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EXERCÍCIOS

 

1) Qual o primeiro estado a realizar a expansão marítima ? 

2) Quais os fatores que levaram Portugal a ser o país pioneiro na Expansão Marítima ?

3) O que foi a Revolução de Avis, em Portugal ?                      

4) Por que a Revolução de Avis foi importante para a expansão marítima portuguesa ?

5) Quais os grupos sociais que se beneficiaram diretamente com a expansão marítima e comercial portuguesa ?

6) Quais os interesses dos seguinte grupos, na expansão marítima em Portugal:

 

a) Nobreza -

b) Igreja Católica -

c) burguesia mercantil -

 

7) Fale sobre as viagens realizada pelos seguintes navegadores portugueses: 

 

a) Bartholomeu Dias -      

b) Vasco da Gama -         

 

8) Qual o principal objetivo da expedição de Pedro Álvares Cabral, em 1500 ?

9) Por que Cabral desviou a rota de sua frota, antes de seguir para as Índias?

10) Por qual rota, Cristovão Colombo pretendia chegar as Índias, no Oriente ?

11) Qual a principal conseqüência da viagem de navegação de Colombo ?

12) Por que o “Novo Mundo” passou a se chamar América ?         

13) Qual o navegador que realizou a primeira viagem de navegação em torno do mundo?

14) Qual os estados europeus que assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494 ? Qual o objetivo desse tratado ?

15) Por que aconteceu uma Revolução Comercial mundial, com a Expansão Marítima ?

16) Qual a principal conseqüência da colonização das Américas pelos europeus ?

17) Por que a escravidão renasceu, após a Expansão Marítima ?    

           

 

GABARITO – A EXPANSÃO MARÍTIMA: As Grandes Navegações

 

1) R: Portugal

2) R: Além da posição geográfica, de uma situação de paz interna e da presença de uma forte burguesia mercantil, o pioneirismo português é explicado pela sua centralização política, ou seja, foi o primeiro estado europeu a se organizar, em torno do poder de um rei.

3) R: Movimento que realizou a centralização do poder político, com a aliança entre a burguesia mercantil e o mestre da Ordem de Avis, D. João I, que foi coroado rei.

4) R: Foram os reis da Dinastia (família) de Avis, que ao longo dos anos, criaram condições políticas e econômicas para que as grandes navegações portuguesas se tornassem possíveis.

5) R: A Monarquia, a nobreza, a Igreja Católica e a burguesia mercantil.

6) R: a) nobreza - interessada em conquistar terras.

  1. Igreja Católica - tinha o objetivo de cristianizar outros povos.
  2. burguesia mercantil - queria ampliar seus lucros com o comércio.

 

7) R: a) Bartolomeu Dias - dobrou o Cabo das Tormentas, no extremo sul da África, passando do Oceano Atlântico ao Oceano Índico;

         b) Vasco da Gama - conseguiu atingir a cidade de Calicute, nas Índias (no Oriente). Trouxe seus navios carregados de especiarias, vendidas com grande               lucro na Europa.

 

8) R: Trazer especiarias das Índias para o comércio português.

9) R: Para atravessar o Oceano Atlântico e chegar à América do Sul, pois havia recebido ordens de tomar posse – em nome do rei - das terras do Brasil, que os portugueses passaram a ter direitos, após a assinatura do Tratado de Tordesilhas, em 1494.

10) R: Colombo acreditava que, navegando para oeste, atravessando o Oceano Atlântico, atingiria as Índias.

11) R:  A descoberta do continente americano.

12) R: o navegador Américo Vespúcio afirmou que a terra descoberta por Colombo era um novo continente, e este batizou-o com seu próprio nome: “América”.

13) R: Fernão de Magalhães, a serviço do rei da Espanha.

14) R: Portugal e Espanha. Queriam evitar conflitos sobre os territórios descobertos ou a descobrir, no processo da Expansão Marítima.

15) R: Devido a realização do comércio europeu com outros continentes: Ásia, África e Europa.

16) R:  A destruição de muitas nações indígenas desse continente.

17) R: Foi estabelecido o tráfico de escravos negros da África para as colônias americanas.

 

 

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CONQUISTA E COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS

 

Entre os séculos XV e XVIII, os povos e terras da África, Ásia e, principalmente, da América foram conquistados e explorados pelos europeus. A relação colonial se fazia através de dois pólos: a metrópole, ou seja, o país europeu colonizador e a colônia, ou região onde se dava a exploração. Por meio da expansão comercial e marítima o capitalismo alcançou dimensões mundiais, devido as riquezas extraídas das áreas coloniais.

Na verdade, a presença do homem e da civilização no continente americano é bem anterior ao nascimento de Cristo. Portanto, não foram os espanhóis ou portugueses que descobriram o continente americano. As Américas já eram habitadas por diferentes povos.

 

UM CHOQUE ENTRE CULTURAS - A América foi conquistada. A violência através da força das armas de fogo, espadas e armaduras de ferro e aço, das imposições religiosas e da destruição das bases econômicas dos povos pré-colombianos (povos indígenas americanos), foi a fórmula empregada pelos conquistadores. Aos europeus, pouco importava que aqueles que chamaram de índios fossem os primeiros ocupantes do lugar. O contato entre as culturas européia e indígena resultou, ao longo dos séculos da colonização, na destruição não só da cultura, mas da própria população local.

 

COLÔNIAS DE POVOAMENTO E EXPLORAÇÃO - Durante os séculos XVI e XVIII, o processo de colonização americana feita pelos estados nacionais europeus se desenvolveu de diversas formas, quanto ao tratamento que as metrópoles deram as suas respectivas áreas coloniais. Os fatores que geraram essas diferenças foram as condições regionais e climáticas das regiões exploradas, bem como os processos políticos, sociais e econômicos por que passavam aqueles países europeus. Mas, de um modo geral, essas diversas formas de exploração colonial podem ser divididas em dois agrupamentos: as colônias de exploração e as de povoamento.

 

CARACTERÍSTICAS DAS COLÔNIAS DE EXPLORAÇÃO:

 

  • Colonização temporária, feita por grupos ligados aos interesses dos governos e dos comerciantes das metrópoles européias, com o objetivo de implantar uma empresa colonial que fornecesse muitos lucros;
  • A acumulação de capital gerada pelo comércio e pelas riquezas subtraídas era direcionada para a metrópole, mantendo-se assim, a economia interna da colônia enfraquecida;
  • Existência de uma economia dependente do mercado externo europeu;
  • Surgimento de grandes propriedades agrícolas – latifúndios – e áreas de exploração de metais preciosos, onde predominava o trabalho obrigatório feito por escravos africanos ou por grupos indígenas, submetidos ao trabalho forçado;
  • Normalmente, essas regiões ou eram ricas em jazidas de ouro, prata e pedras preciosas ou eram favoráveis ao plantio de produtos tropicais de grande aceitação no mercado europeu, como o tabaco, o algodão ou a cana-de-açúcar;
  • Os principais estados europeus que empreenderam colônias de exploração foram Portugal e Espanha. Essas colônias predominaram em regiões tropicais da América Central e do Sul. França, Inglaterra e Holanda possuíam pequenas colônias no Caribe.
  • As colônias estavam submetidas ao monopólio comercial, ou seja, elas só podiam comercializar com suas metrópoles. Ex: o algodão produzido no Brasil só podia ser vendido aos portugueses e a nenhuma outra nação; o açúcar produzido nas colônias espanholas do Caribe, na América Central, só era vendido na Europa através dos comerciantes espanhóis e assim por diante.

 

CARACTERÍSTICAS DAS COLÔNIAS DE POVOAMENTO:

 

  • Colonização feita por grupos de pessoas que fugiam dos conflitos políticos e religiosos europeus e por camponeses expulsos de suas terras pelo processo dos cercamentos dos campos na Inglaterra;
  • Povoamento feito por grupos familiares com desejo de permanência, prosperidade e desenvolvimento da região colonizada. Eles procuraram desenvolver nas colônias americanas uma infra-estrutura semelhante àquela existente na Europa. Valorizava-se a educação e a instrução como forma de desenvolvimento e prosperidade nas colônias;
  • O capital criado na produção colonial era investido na própria colônia, gerando riqueza;
  • As atividades agrícolas, manufatureiras ou comerciais, normalmente eram executados pelos próprios colonos europeus, havendo então o ideal de acumulação e a valorização do trabalho. Predominava o trabalho livre, familiar ou assalariado;
  • Desenvolvimento de um comércio externo e interno, ricos e prósperos, devido à acumulação e investimento de capitais;
  • Desenvolvimento de pequenas propriedades agrícolas com mão-de-obra familiar, comercio interno e manufaturas, que atendiam fundamentalmente ao consumo interno;
  • Surgimento de cidades, onde se desenvolveram núcleos comerciais e manufatureiros importantes, como na Nova Inglaterra, nas 13 colônias inglesas da América do Norte. Surgiram também, nessa porção do continente, colônias francesas na região do atual Canadá.

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EXERCÍCIOS

 

1) Quais os continentes conquistados e explorados pelos europeus, entre os séculos XVI ao XVIII ?

2) Quais os dois pólos que marcaram as relações coloniais empreendidas pelos europeus?

3) O que se entende por metrópole, nas relações coloniais ?

4) Por que não podemos dizer que os europeus – portugueses e espanhóis – descobriram o continente americano?

5) Qual a fórmula utilizadas pelos europeus para conquistar os povos indígenas da América?

6) O que aconteceu aos povos indígenas, ao longo dos séculos da colonização européia?

7) Quais as duas formas de colonização empreendida pelos europeus nas Américas ?

8) Qual o objetivo dos grupos ligados aos interesses dos governos e dos comerciantes das metrópoles européias, nas colônias de exploração nas Américas?

9) Por que a economia interna das colônias de exploração eram enfraquecidas ?

10) Quais as formas de mão-de-obra que predominavam nos latifúndios e jazidas de metais preciosos nas colônias de exploração?

11) O que era o monopólio comercial nas colônias de exploração?

12) Quais os grupos de pessoas que colonizaram as áreas de povoamento ?

13) O que acontecia com o capital gerado pela produção colonial nas áreas de povoamento?

14) Qual o tipo de mão-de-obra utilizada no comércio, agricultura e manufaturas nas colônias de povoamento?

15) Quais as atividades econômicas que atendiam fundamentalmente ao consumo interno das colônias de povoamento?

16) Em qual parte do continente americano predominaram colônias de povoamento inglesas e francesas?

           

GABARITO – CONQUISTA E COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS

 

1) R: África, Ásia e América.

2) R: Metrópole e colônia.

3) R: O país europeu colonizador de uma região fora da Europa.

4) R: As Américas já eram habitadas por diferentes povos.

5) R: A violência através da força das armas de fogo, espadas e armaduras de ferro e aço, das imposições religiosas e da destruição das bases econômicas dos povos pré-colombianos.

6) R: destruição não só da cultura, mas da própria população local.

7) R: As colônias de exploração e as de povoamento.

8) R: Implantar uma empresa colonial que fornecesse muitos lucros.

9) R: Porque a acumulação de capital gerada pelo comércio e pelas riquezas subtraídas era direcionada para a metrópole.

10) R: O trabalho obrigatório feito por escravos africanos ou por grupos indígenas, submetidos ao trabalho forçado.

11) R: As colônias só podiam comercializar com suas metrópoles.

12) R: Pessoas que fugiam dos conflitos políticos e religiosos europeus e por camponeses expulsos de suas terras.

13) R: Era investido na própria colônia, gerando riqueza interna.

14) R: O trabalho livre, familiar ou assalariado.

15) R: Pequenas propriedades agrícolas, comercio interno e manufaturas.

16) R: na Nova Inglaterra, nas 13 colônias inglesas da América do Norte e colônias francesas na região do atual Canadá.

 

 

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BRASIL COLÔNIA A ECONOMIA AÇUCAREIRA

 

O início da ocupação territorial do Brasil, a partir de 1530, fez com que Portugal estabelecesse sua primeira empresa colonial em terras brasileiras. Os portugueses viram na produção do açúcar uma grande possibilidade de ganho comercial. O anterior desenvolvimento de técnicas de plantio da cana nas ilhas do Atlântico e o solo e clima brasileiros favoráveis, ofereceram condições propícias para a adoção dessa atividade em nossa terra. As principais regiões produtoras ficavam no Nordeste, nas capitanias da Bahia e de Pernambuco e na capitania de São Vicente, no Sudeste .

Mesmo possuindo tantas vantagens, o governo português ainda contou com o auxílio da burguesia holandesa (flamengos). Enquanto Portugal explorava economicamente as terras com a criação das plantações e engenhos, os holandeses emprestavam dinheiro e realizavam a distribuição do açúcar no mercado europeu. Tal acordo foi de grande importância para a Coroa Portuguesa, tendo em vista que a mesma não contava com recursos suficientes para investir na atividade.

 

O ENGENHO – Durante os séculos XVI e XVII, período de maior importância da economia açucareira no Brasil, para extrair lucro máximo nessa atividade, Portugal favoreceu a criação de grandes propriedades rurais destinadas ao cultivo da cana de açúcar: os engenhos. Essas  propriedades consistiam em grandes expansões de terras (latifúndios) controladas por um único proprietário (senhor de engenho).

A sede administrativa do engenho fixava-se na casa-grande, local onde o senhor de engenho, sua família e demais agregados moravam. A senzala era local destinado ao precário abrigo da mão de obra escrava. As terras eram em grande parte utilizadas para o plantio da cana e uma pequena parte destinava-se a uma restrita policultura de subsistência, com a produção de feijão, milho, mandioca, hortaliças, frutas, criação de algumas cabeças de gado e mais alguns outros gêneros necessários ao sustento das populações que viviam no engenho.

Separada do espaço do cultivo da cana, existiam outras instalações que davam conta do processamento da cana-de-açúcar colhida: a moenda, a casa das caldeiras e a casa de purgar. Esse era o processo inicial antes do transporte do açúcar para a Europa.

Havia também a capela, local sagrado no qual aconteciam as festas religiosas e exercia igualmente o papel de centro social, onde os homens livres do engenho e das vizinhanças se reuniam.

Esse modelo de economia agrícola, favorável ao interesse da metrópole européia (Portugal), acabou impedindo o crescimento de outras atividades que não preenchiam os interesses da economia portuguesa.


A SOCIEDADE COLONIAL - Além de impedir o crescimento da economia, a exploração do açúcar impediu a formação de uma sociedade mais justa e igualitária. Ao contrário disso, formou-se no Brasil colônia uma sociedade de senhores e escravos.

 

Na base da pirâmide social estariam os escravos negros trazidos das coloniais portuguesas na África. Além de oferecerem mão de obra a um baixíssimo custo, o tráfico de escravos africanos constituiu-se em outra rentável atividade mercantil à Coroa Portuguesa.

O engenho colonial e o açúcar trouxeram consigo muitos aspectos culturais da sociedade brasileira.

 

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EXERCÍCIOS

 

1) Qual a primeira empresa estabelecida pelos portugueses no Brasil, com o início da colonização, a partir de 1530 ?                   

2) Quais os fatores que possibilitaram condições propícias para a adoção da atividade açucareira no Brasil colonial ?   

3) Quais os investidores estrangeiros que estabeleceram sociedade com os portugueses nos ganhos da atividade açucareira do Brasil ?

4) Qual o papel dos flamengos, ou holandeses, na atividade açucareira do Brasil, ao longo do século XVI e início do XVII ?

5) O que eram os engenhos no Brasil colonial?

6) Descreva os principais elementos que faziam parte dos engenhos e quais as suas instalações para o processamento do açúcar ?

7) Cite os gêneros agrícolas que eram plantados nas pequenas áreas de terra e que serviam para a subsistência das populações que viviam nos engenhos  ?

8) Descreva a importância das capelas, existentes nos engenhos coloniais do Brasil?

9) Por que a sociedade que desenvolveu-se no Brasil colonial não era justa e igualitária ?

10) Quais as vantagens para os senhores de engenho e para a Coroa Portuguesa do uso de escravos no Brasil colonial  ?

           

GABARITO – BRASIL COLÔNIA: A Economia Açucareira

 

  1. R: Plantio da cana e produção de açúcar
  1. R: conhecimento pelos portugueses das técnicas de plantio da cana nas ilhas do Atlântico e o solo e clima brasileiros favoráveis
  1. R: Os holandeses ou flamengos
  1. R: Os holandeses emprestavam dinheiro aos senhores de engenho e realizavam a distribuição do açúcar no mercado europeu
  1. R: Essas  propriedades consistiam em grandes expansões de terras (latifúndios) controladas por um único proprietário (senhor de engenho)
  1. R: A casa-grande, a senzala, as terras para o plantio da cana e uma pequena parte para a produção de gêneros de subsistência, a moenda, a casa das caldeiras, a casa de purgar e a capela
  1. R: Feijão, milho, mandioca, hortaliças, frutas, etc
  1. R: Local sagrado no qual aconteciam as festas religiosas e e centro social, onde os homens livres do engenho e das vizinhanças se reuniam.
  1. R: Formou-se no Brasil colônia uma sociedade de senhores e escravos
  1. R: Além de oferecerem mão de obra a um baixíssimo custo, o tráfico de escravos africanos constituiu-se em        rentável atividade mercantil à Coroa  Portuguesa.

 

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BRASIL COLÔNIA: CRISE DO AÇÚCAR E EXPANSÃO DO TERRITÓRIO

 

Após a morte do rei D. Sebastião I, em 1578, no norte da África, a coroa portuguesa ficou sem um herdeiro para ocupá-la. O parente mais próximo e com direitos ao trono era Filipe II, rei da Espanha, que em 1580 ordenou a invasão de Portugal. A união de Portugal e Espanha, sob o comando de um único rei, ficou conhecida na História como “União Ibérica” (1580-1640).

 

A INVASÃO HOLANDESA – Uma das principais consequências da União Ibérica foi o fechamento dos portos de Portugal e Espanha, como das suas colônias, aos navios flamengos (holandeses), boicotando desta forma o comércio açucareiro. Tal boicote acarretou nas invasões holandesas no Nordeste do Brasil, principal área produtora, e em outras colônias portuguesas, pois os mercadores flamengos comercializavam na Europa o açúcar brasileiro. Os invasores só foram expulsos em 1654, depois de mais de vinte anos de ocupação.

Na segunda metade do século XVII teve início o processo de decadência da economia açucareira no Brasil colonial. Suas principais causas estão relacionadas ao aumento da concorrência que a produção da região antilhana, colonizada pelos holandeses, passou a fazer com a brasileira. O Brasil, que havia sido o primeiro exportador mundial de açúcar, passou a ocupar a quinta posição.

 

A ULTRAPASSAGEM DA LINHA DE TORDESILHAS – Já que Espanha e Portugal estavam unidos sob o comando de um único rei, no Brasil ocorreu a transposição das fronteiras estabelecidas pelo Tratado Tordesilhas, a partir do século XVII.

Como a venda do açúcar para a Europa estava em baixa, os colonos brasileiros começaram a buscar novas alternativas econômicas para sobreviver. Iniciaram a expansão territorial para o interior procurando ouro e pedras preciosas, caçando índios para vender como escravos, criando novas fazendas para a extensão da pecuária (criação de gado) e extraindo produtos nativos da floresta para comercializar com outros colonos ou exportá-los para a Europa.

 

AS ENTRADAS E BANDEIRAS - O elemento humano responsável pela expansão territorial, além da linha de Tordesilhas, foi representado pelos bandeirantes. Eles foram expedicionários militares ou homens comuns, encarregados pelo desbravamento do território ainda desconhecido, da descoberta de rios e acidentes geográficos, da captura de indígenas, da descoberta de ouro e pedras preciosas, bem como do ataque aos quilombos, ou seja, redutos de negros escravos fugidos. A interiorização e expansão geográfica da colônia pelos bandeirantes foram expressas nas “entradas” e “bandeiras”. As entradas seriam de origem e organização oficiais, ou seja, financiadas pela metrópole (Portugal) e as bandeiras foram expedições para o interior financiadas pela ação de particulares.

As entradas e bandeiras proporcionaram ao Brasil sua atual configuração geográfica, estabelecendo quase todas as fronteiras atuais de nosso país.

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EXERCÍCIOS

 

1) O que foi a União Ibérica, iniciada a partir de 1580 ?                

2) Por que o comércio açucareiro do Brasil colônia com a Europa foi prejudicado pela União Ibérica ?  

3) Por que os holandeses invadiram o Nordeste do Brasil, nos meados do século XVII ?4) Por que a economia açucareira do Brasil colônia entrou em decadência, a partir da segunda metade do século XVII ?     

5) Por que os colonos brasileiros tiveram que procurar novas alternativas econômicas para sobreviver, a partir da segunda metade do século XVII ?          

6) Quais as novas atividades econômicas, desenvolvidas pelos colonos no Brasil, que acabaram por levá-los à penetração para o interior do território ?

7) Quem foram os bandeirantes na história colonial brasileira ?

8) Descreva o que eram os quilombos na história do Brasil?

9) Diferencie as “entradas” das “bandeiras” na história da ocupação e desbravamento do território colonial brasileiro ?

10) Qual a conseqüência das “entradas” das “bandeiras” na formação do Brasil?

           

GABARITO – BRASIL COLÔNIA: Crise do Açúcar e Expansão do Território

 

  1. R: A união de Portugal e Espanha, sob o comando de um único rei, entre 1580-1640.
  1. R: A União Ibérica levou ao fechamento dos portos de Portugal e Espanha, como das suas colônias, aos navios flamengos (holandeses), boicotando desta forma o comércio açucareiro. Os holandeses comercializavam na Europa o açúcar brasileiro.
  1. R: Porque o Nordeste era a principal área produtora de açúcar e os holandeses compravam e comercializavam esse açúcar no mercado europeu.
  1. R: Devido ao aumento da concorrência que a produção de açúcar da região antilhana, colonizada pelos holandeses, passou a fazer com a brasileira.
  1. R: Porque a venda do açúcar para a Europa estava m baixa.
  1. R: Mineração de ouro e pedras preciosas, caça de índios para vender como escravos, criação de novas fazendas para a extensão da pecuária (criação de gado) e extração de produtos nativos da floresta para comercializar com outros colonos ou exportá-los para a Europa.
  1. R: expedicionários militares ou homens comuns, encarregados do desbravamento do território ainda desconhecido.
  1. R: Redutos onde viviam os negros escravos fugidos.
  1. R: As entradas seriam movimentos de expansão geográfica de origem e organização oficiais, ou seja, financiadas pela metrópole (Portugal) e as bandeiras seriam aquelas que resultaram da ação de particulares.
  1. R: Proporcionaram ao Brasil sua atual configuração geográfica, estabelecendo quase todas as fronteiras atuais de nosso país

 

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BRASIL COLÔNIA:  A ECONOMIA COLONIAL

 

A MINERAÇÃO NO SÉCULO XVIII - A época da mineração de ouro e diamantes foi a fase de maior importância na economia colonial. A principal região de exploração da atividade mineradora foi a região de Minas Gerais, cujas primeiras jazidas foram descobertas pelos bandeirantes por volta de 1693. Ouro também foi descoberto nas áreas centrais do Brasil colonial: Mato Grosso e Goiás.

O diamante foi considerado monopólio da Coroa e teve sua exploração iniciada por volta de 1729, no Arraial do Tijuco, atual Diamantina, em Minas Gerais. A Mineração no século XVIII teve como principais características o baixo nível técnico de exploração, o que levou ao rápido esgotamento das minas. No final do século, as jazidas já se encontravam improdutivas.

 

 

A exploração de ouro e diamantes provocou importantes conseqüências políticas, sociais, econômicas e administrativas que se refletiram de forma acentuada sobre a vida colonial brasileira. A mineração acarretou uma grande imigração portuguesa, além de uma verdadeira "corrida do ouro" para Minas Gerais. Paralelamente ocorreu o desenvolvimento de um comércio interno de escravos, entrando em Minas Gerais cerca de 600 mil negros.

A mineração, em relação ao período anterior, acarretou um maior desenvolvimento comercial associado a um maior crescimento urbano, fazendo surgir muitas cidades em torno das regiões onde se encontravam as jazidas. Uma conseqüência administrativa foi a mudança da capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763, pois a região sudeste tornou-se a área mais importante da colônia, pois o ouro saído das Minas Gerais era escoado para Portugal através dos portos desta cidade.

Vários movimentos culturais e intelectuais surgiram em torno da nova sociedade urbana do século XVIII: Desenvolveram-se a escola literária mineira relacionada ao Arcadismo e as artes e arquitetura no estilo barroco.

 

PRODUTOS QUE SE DESTACARAM NA ECONOMIA COLONIAL:

Algodão - matéria‑prima básica para a indústria européia. Era uma lavoura feita em grandes propriedades escravistas. O principal produtor foi o Maranhão, destacando‑se após Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro.

Tabaco - desde o século XVII era utilizado para o escambo (troca) de negros na África. Seu maior desenvolvimento deu‑se na Bahia e sul de Minas Gerais, sendo uma atividade praticada em grandes propriedades com mão‑de‑obra escrava negra e que exigia cuidados especiais: adubo, galpões etc.

Café - introduzido no Brasil no início do século XVIII, no Pará, foi trazido para a Baixada Fluminense e Vale do Paraíba, no Rio de Janeiro.

 

ATIVIDADES DE SUBSISTÊNCIA: Eram aquelas que visavam o sustento da própria colônia. Eram elas: A Agricultura com predominância de pequenas e médias propriedades que se utilizavam de mão‑de‑obra livre, onde se produziam os seguintes gêneros: mandioca, milho, batata, cará, arroz e inhame. Pecuária (criação de gado) - A principal finalidade do gado introduzido no Brasil, desde o século XVI, era para força motriz, como animal de tração e transporte e em segundo plano é que se destinava à alimentação através da produção das carnes em conserva. Do sertão do Nordeste a pecuária atingiu a região do Maranhão, Piauí e o vale do Rio São Francisco. Também no Rio Grande do Sul, a partir do século XVIII iniciou-se a criação de gado.

A "corrida do ouro" para Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás e a expansão da pecuária pelos colonos portugueses nas regiões Nordeste e Sul da colônia, acarretaram uma penetração e conseqüente povoamento do interior do Brasil, fazendo os portugueses ultrapassarem os limites da linha do Tratado de Tordesilhas, firmado por Portugal e Espanha em 1494, ocupando as regiões que hoje pertencem ao Brasil atual.

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EXERCÍCIOS

 

1) Quais as regiões do Brasil colonial em que desenvolveu-se a atividade mineradora de ouro e diamantes ?            

2) Por que no final do século XVIII as minas de ouro e diamantes já se encontravam improdutivas no Brasil colonial ?   

3) Cite dois fatos que caracterizaram o crescimento da população nas regiões onde a mineração se desenvolveu ?                

4) Qual o fator que levou a coroa portuguesa a mudar a capital do Brasil em 1763 ? Qual a cidade escolhida para ser a nova capital da colônia ?     

5) Cite as mudanças culturais e intelectuais que marcaram o Brasil colonial, devido ao desenvolvimento de uma nova sociedade urbana no século XVIII ?          

6) Como se caracterizou a agricultura algodoeira no Brasil colonial ? Em que regiões ela foi praticada ?

7) Qual a principal finalidade do tabaco, plantado no Brasil durante o período colonial ? Em que regiões essa atividade se desenvolveu?

8) O que se entende por atividades de subsistência ? Quais os gêneros agrícolas produzidos nessa atividade, durante a época colonial?

9) Em que regiões do Brasil a pecuária se desenvolveu, durante a colonização ?

 

GABARITO – BRASIL COLÔNIA: A Economia Colonial

 

  1. R: Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.
  1. R: A Mineração no século XVIII teve como principais características o baixo nível técnico de exploração, o que levou ao rápido esgotamento das minas.
  1. R: A mineração acarretou uma grande imigração portuguesa e o comércio interno de escravos, entrando em Minas Gerais cerca de 600 mil negros.
  1. R: A região sudeste tornou-se a área mais importante da colônia, pois o ouro saído das Minas Gerais era escoado para Portugal através dos portos da cidade do Rio de Janeiro. A cidade do Rio de Janeiro tornou-se a nova capital.
  1. R: Desenvolveram-se a escola literária mineira relacionada ao Arcadismo e as artes e arquitetura no estilo barroco.
  1. R: Era uma lavoura feita em grandes propriedades escravistas. Maranhão, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro
  1. R: Era utilizado para o escambo (troca) de negros na África. Bahia e sul de Minas Gerais.
  1. R: Eram aquelas que visavam o sustento da própria colônia. Mandioca, milho, batata, cará, arroz e inhame
  1. R: Do sertão do Nordeste, Maranhão, Piauí e o vale do Rio São Francisco e Rio Grande do Sul.
  1. R: Essas atividades levaram a uma penetração e consequente povoamento do interior do Brasil, fazendo os portugueses ultrapassarem os limites da linha do Tratado de Tordesilhas, firmado por Portugal e Espanha em 1494

 

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